segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Guimarães no top 10

Porto e Guimarães no top 10 de destinos 2012 da Lonely Planet
A Lonely Planet elegeu Guimarães, próxima Capital Europeia da Cultura, como um dos destinos top 10 para 2012

A Lonely Planet elegeu Guimarães, próxima Capital Europeia da Cultura, como um dos destinos top 10 para 2012, num "ranking" de cidades liderado por Londres, enquanto o Porto entra no top 10 das cidades "best value", as que oferecem uma atraente relação qualidade-custo.

A "eleição" integra o top 10 de destinos urbanos, incluído na edição do próximo ano do marcante guia "Best in Travel" da editora britânica Lonely Planeta (LP) – hoje em dia controlada pela BBC. Guimarães surge no 6.º posto do "top das dez cidades para 2012" - liderado por Londres – e é definida como sendo "impressionantemente bonita" (ou mesmo de "cortar a respiração"). O Porto é n.º quatro no top das cidades "best value", por ser não só "adorável" como ser um "bom negócio".



Guimarães é reconhecida pela sua presença na lista do Património Mundial da UNESCO, "porém, não atrai muitos visitantes estrangeiros". Entre os destaques da justificação da entrada de Guimarães no top, referem-se o centro histórico de um “sedutor emaranhado medieval", edifícios, mansões e palácios ou o castelo.



Porto: dormir por 25 euros

E, claro, "agora é o momento para visitar” a cidade, referem, já que é a Capital Europeia da Cultura 2012 – título que partilha com Maribor (Eslovénia). Até porque, muito graças a “uma significativa população jovem", detém já uma "impressionante cena cultural" e será um “ponto central da iniciativa artística ao longo do ano", com "artistas criativos" de Portugal e Europa a mostrarem o seu trabalho.



O Porto, "a cidade que colocou o 'Port' em Portugal", dizem, "assim como o vinho do Porto no seu copo", é um "bom negócio", graças às ligações aéreas de baixo custo. É descrita como uma "cidade adorável", onde se pode dormir por 25 euros em alojamentos "recheados de antiguidades" e vista para o rio. E, sem gastar muito, passear em comboio histórico, ir à praia (referem Afurada), fazer um cruzeiro ou ficar em casas centenárias. A Ribeira merece especial referência pelas "dezenas de casas que oferecem provas de vinhos e tours baratas".



O destaque a Guimarães e Porto marca o regresso da presença portuguesa aos tops do anuário da LP: em 2011 houve uma pausa mas, em 2010, Portugal integrou o top de países, e, em 2009, Lisboa entrava no "ranking" das cidades. Há poucos dias, Guimarães integrava também um top 20 de Portugal, criado pela revista internacional "Wallpaper".

sábado, 29 de outubro de 2011

Segurança Social investiga contas da Fundação Mariana Seixas

Mais um fraude, será como a que deu cobro a A. de Almeida Fernandes


As contas da Fundação Mariana Seixas (FMS) - uma das maiores instituições de solidariedade social do distrito de Viseu - estão a ser auditadas pela Segurança Social e podem dar origem a uma acusação de burla. Isto porque as contas relativas a 2007 e 2008 não foram validadas pelo Conselho Fiscal. Em causa está a compra, por parte da fundação, de uma empresa de saúde.

Em 2004, a FMS estabeleceu um protocolo com a Clisátão, uma empresa privada de medicina do trabalho. Através do protocolo, a fundação assumia a compra de 50% da empresa, que pagaria em géneros através de uma carrinha que funcionaria como uma unidade móvel de saúde. Mais tarde a fundação comprou uma outra quota da Clisátão, que lhe permitiu controlar a empresa, e pouco depois criava a empresa Mariana Seixas Saúde. Mas, "sem ter poderes de gerência, colocou a carrinha na nova empresa e deslocalizou os clientes", contou ao DN o advogado que representa um dos sócios da Clisátão.

Segundo Elísio Lourenço, a FMS "transferiu para a nova sociedade os clientes da Clisátão, a unidade móvel de saúde, e lançou os primeiros panfletos a anunciar que a Clisátão tinha um novo nome". Neste processo, a FMS "nunca apresentou contas da Clisátão, que foi ficando descapitalizada, até que em 2007 acordou em comprar a quota, que ainda não detinha, da empresa", disse.

Um dos sócios da Clisátão, que ainda tem existência legal, tem reclamado o pagamento da venda, de 60 mil euros, que nunca chegaram a ser pagos. Elísio Lourenço, o advogado que representa esse cliente, lembra que "em abstracto há aqui uma usurpação de funções e, no limite, um crime de furto e burla porque a fundação não tinha poderes de gerência, não podia transmitir a viatura nem retirar os clientes ou tão-pouco dizer que a empresa mudou de nome sem o acordo de todos os sócios".

O presidente da FMS, Francisco Peixoto, garantiu que "as quotas sociais compradas foram efectivamente pagas no acto da escritura". Porém, reconheceu a existência de "um sócio da sociedade Clisátão, com capital social inferior a 10%" com quem não chegou a acordo. Além disso, Peixoto lembrou que a fundação "assumiu, sozinha, encargos e responsabilidades na manutenção da Clisátão que não deu as exigências legais de exercício da actividade".