Porto e Guimarães no top 10 de destinos 2012 da Lonely Planet
A Lonely Planet elegeu Guimarães, próxima Capital Europeia da Cultura, como um dos destinos top 10 para 2012
A Lonely Planet elegeu Guimarães, próxima Capital Europeia da Cultura, como um dos destinos top 10 para 2012, num "ranking" de cidades liderado por Londres, enquanto o Porto entra no top 10 das cidades "best value", as que oferecem uma atraente relação qualidade-custo.
A "eleição" integra o top 10 de destinos urbanos, incluído na edição do próximo ano do marcante guia "Best in Travel" da editora britânica Lonely Planeta (LP) – hoje em dia controlada pela BBC. Guimarães surge no 6.º posto do "top das dez cidades para 2012" - liderado por Londres – e é definida como sendo "impressionantemente bonita" (ou mesmo de "cortar a respiração"). O Porto é n.º quatro no top das cidades "best value", por ser não só "adorável" como ser um "bom negócio".
Guimarães é reconhecida pela sua presença na lista do Património Mundial da UNESCO, "porém, não atrai muitos visitantes estrangeiros". Entre os destaques da justificação da entrada de Guimarães no top, referem-se o centro histórico de um “sedutor emaranhado medieval", edifícios, mansões e palácios ou o castelo.
Porto: dormir por 25 euros
E, claro, "agora é o momento para visitar” a cidade, referem, já que é a Capital Europeia da Cultura 2012 – título que partilha com Maribor (Eslovénia). Até porque, muito graças a “uma significativa população jovem", detém já uma "impressionante cena cultural" e será um “ponto central da iniciativa artística ao longo do ano", com "artistas criativos" de Portugal e Europa a mostrarem o seu trabalho.
O Porto, "a cidade que colocou o 'Port' em Portugal", dizem, "assim como o vinho do Porto no seu copo", é um "bom negócio", graças às ligações aéreas de baixo custo. É descrita como uma "cidade adorável", onde se pode dormir por 25 euros em alojamentos "recheados de antiguidades" e vista para o rio. E, sem gastar muito, passear em comboio histórico, ir à praia (referem Afurada), fazer um cruzeiro ou ficar em casas centenárias. A Ribeira merece especial referência pelas "dezenas de casas que oferecem provas de vinhos e tours baratas".
O destaque a Guimarães e Porto marca o regresso da presença portuguesa aos tops do anuário da LP: em 2011 houve uma pausa mas, em 2010, Portugal integrou o top de países, e, em 2009, Lisboa entrava no "ranking" das cidades. Há poucos dias, Guimarães integrava também um top 20 de Portugal, criado pela revista internacional "Wallpaper".
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Segurança Social investiga contas da Fundação Mariana Seixas
Mais um fraude, será como a que deu cobro a A. de Almeida Fernandes
As contas da Fundação Mariana Seixas (FMS) - uma das maiores instituições de solidariedade social do distrito de Viseu - estão a ser auditadas pela Segurança Social e podem dar origem a uma acusação de burla. Isto porque as contas relativas a 2007 e 2008 não foram validadas pelo Conselho Fiscal. Em causa está a compra, por parte da fundação, de uma empresa de saúde.
Em 2004, a FMS estabeleceu um protocolo com a Clisátão, uma empresa privada de medicina do trabalho. Através do protocolo, a fundação assumia a compra de 50% da empresa, que pagaria em géneros através de uma carrinha que funcionaria como uma unidade móvel de saúde. Mais tarde a fundação comprou uma outra quota da Clisátão, que lhe permitiu controlar a empresa, e pouco depois criava a empresa Mariana Seixas Saúde. Mas, "sem ter poderes de gerência, colocou a carrinha na nova empresa e deslocalizou os clientes", contou ao DN o advogado que representa um dos sócios da Clisátão.
Segundo Elísio Lourenço, a FMS "transferiu para a nova sociedade os clientes da Clisátão, a unidade móvel de saúde, e lançou os primeiros panfletos a anunciar que a Clisátão tinha um novo nome". Neste processo, a FMS "nunca apresentou contas da Clisátão, que foi ficando descapitalizada, até que em 2007 acordou em comprar a quota, que ainda não detinha, da empresa", disse.
Um dos sócios da Clisátão, que ainda tem existência legal, tem reclamado o pagamento da venda, de 60 mil euros, que nunca chegaram a ser pagos. Elísio Lourenço, o advogado que representa esse cliente, lembra que "em abstracto há aqui uma usurpação de funções e, no limite, um crime de furto e burla porque a fundação não tinha poderes de gerência, não podia transmitir a viatura nem retirar os clientes ou tão-pouco dizer que a empresa mudou de nome sem o acordo de todos os sócios".
O presidente da FMS, Francisco Peixoto, garantiu que "as quotas sociais compradas foram efectivamente pagas no acto da escritura". Porém, reconheceu a existência de "um sócio da sociedade Clisátão, com capital social inferior a 10%" com quem não chegou a acordo. Além disso, Peixoto lembrou que a fundação "assumiu, sozinha, encargos e responsabilidades na manutenção da Clisátão que não deu as exigências legais de exercício da actividade".
As contas da Fundação Mariana Seixas (FMS) - uma das maiores instituições de solidariedade social do distrito de Viseu - estão a ser auditadas pela Segurança Social e podem dar origem a uma acusação de burla. Isto porque as contas relativas a 2007 e 2008 não foram validadas pelo Conselho Fiscal. Em causa está a compra, por parte da fundação, de uma empresa de saúde.
Em 2004, a FMS estabeleceu um protocolo com a Clisátão, uma empresa privada de medicina do trabalho. Através do protocolo, a fundação assumia a compra de 50% da empresa, que pagaria em géneros através de uma carrinha que funcionaria como uma unidade móvel de saúde. Mais tarde a fundação comprou uma outra quota da Clisátão, que lhe permitiu controlar a empresa, e pouco depois criava a empresa Mariana Seixas Saúde. Mas, "sem ter poderes de gerência, colocou a carrinha na nova empresa e deslocalizou os clientes", contou ao DN o advogado que representa um dos sócios da Clisátão.
Segundo Elísio Lourenço, a FMS "transferiu para a nova sociedade os clientes da Clisátão, a unidade móvel de saúde, e lançou os primeiros panfletos a anunciar que a Clisátão tinha um novo nome". Neste processo, a FMS "nunca apresentou contas da Clisátão, que foi ficando descapitalizada, até que em 2007 acordou em comprar a quota, que ainda não detinha, da empresa", disse.
Um dos sócios da Clisátão, que ainda tem existência legal, tem reclamado o pagamento da venda, de 60 mil euros, que nunca chegaram a ser pagos. Elísio Lourenço, o advogado que representa esse cliente, lembra que "em abstracto há aqui uma usurpação de funções e, no limite, um crime de furto e burla porque a fundação não tinha poderes de gerência, não podia transmitir a viatura nem retirar os clientes ou tão-pouco dizer que a empresa mudou de nome sem o acordo de todos os sócios".
O presidente da FMS, Francisco Peixoto, garantiu que "as quotas sociais compradas foram efectivamente pagas no acto da escritura". Porém, reconheceu a existência de "um sócio da sociedade Clisátão, com capital social inferior a 10%" com quem não chegou a acordo. Além disso, Peixoto lembrou que a fundação "assumiu, sozinha, encargos e responsabilidades na manutenção da Clisátão que não deu as exigências legais de exercício da actividade".
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